quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

narizes amputados

esse foi outro sonho estranho que tive. descrevendo-o é provavelmente mais assustador que o outro, mas dessa vez não acordei tão assustado.
Foi muito confuso, mas vou tentar contá-lo de forma que se entenda.
Eu estava na casa de um parente muito rico. Esse parente não existe de verdade, existe o tal cara, que não é meu parente, nem tão rico, mas no sonho ele era meu parente, apesar de não aparecer fisicamente. 0.o ... Bom, naquela noite uma velha amiga de colégio (Bárbara) tinha acabado de voltar da Bahia e eu estava ansioso para vê-la. Bárbara estudou comigo no colegial, era a garota mais inteligente e culta do colégio, não era muito bonita por não se cuidar. Eu considerava bastante a amizade dela. Bom, naquela noite ela voltou, e parece que morava nos fundos da casa desse meu parente. Era filha da empregada, ou algo assim. Quando a encontrei, num lugar que talvez fosse o começo do quintal do casarão, perto do portão de entrada, foi de dar medo. Ela tinha outra apaência. Era exatamente como a Renata, minha ex. Renata é linda, magra, loira, simpática, não muito inteligente. Mas isso não vem ao caso, apenas a aparência, que era a de Bárbara, mas com alguns detalhes relevantes.
- E aí? Como foi na Bahia?
- Muito bom, peguei muito bronzeado.
- Realmente, seu cabelo ficou loiro. E dá pra ver -" que seu olho está bronzeado" - !!!! (o olho dela estava bronzeado! tinha uma mancha no olho, um tipo de mancha que parecia que não havia mais vida no olho, mas muita maldade, não sei, mas era de assustar.)
Bárbara estava com a aparência de Renata, mas parecia ter se tornado uma pessoa má, estava muito magra, com aparência de drogada, e o mais estranho ainda estava por vir.
Esse foi o clímax do sonho, acho eu. Essa imagem ficou na minha cabeça até agora. Ela não tinha mais nariz. Tinha uma espécie de ondulação, não sei, era bizarro, e eu olhava dentro daquilo e via cocaína lá dentro. E nessa hora apareceram mais narizes de outras pessoas, que acho que tinham vindo com ela, e todos com pó lá dentro, muito pó que não tinha passado das narinas, mas só eu podia ver, olhando fundo nos narizes, um a um, a cocaína lá dentro, espalhada, empedrada.
O que me lembro depois disso é que eu estava dentro da casa, e corria pra lá e pra cá fechando todas as portas e janelas para nem ela nem os amigos dela invadirem a casa.

Acho que temo por amigos, temo por mim, mas não sei o que as duas têm a ver com isso.

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